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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Rheiformes
Família: Rheidae
 Bonaparte, 1849
Espécie: R. americana

Nome Científico

Rhea americana
(Linnaeus, 1758)

Nome em Inglês

Greater Rhea


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Quase Ameaçada

Fotos Sons

Ema

A ema é uma ave Rheiforme da família Rheidae. Comum, de forma localizada, em campos naturais, cerrados e áreas agropecuárias. Também conhecida como nandu, nhandu, guaripé e xuri.
É mencionada na música “O Canto da Ema” de Jackson do Pandeiro.

A ema gemeu
No tronco do juremá […]

[…] Você bem sabe
Que a ema quando canta
Vem trazendo no seu canto
Um bucado de azar […]

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) rhea = da mitologia grega, significa a grande mãe; e de americana, americanus = referente ao continente da América do Sul; “Habitat in America Australis” (Linnaeus 1758). ⇒ Grande pássaro da América do Sul.

Características

134 – 170 cm de altura dependendo da postura adotada; o macho atinge 34,4 kg e a fêmea 32 kg. É a maior e mais pesada ave brasileira. Tem cor predominantemente cinza, sendo o macho um pouco mais escuro e tem a base do pescoço, peito anterior e parte mediana do dorso anterior negros; cabeça e pescoço cinza-pardacento, sendo a base do pescoço recoberta por um tufo de penas laterais cinzentas, de modo que o preto do dorso aparece apenas quando a ave se inclina para baixo; as macias e cinzentas penas das asas (incluindo as “plumas”, que correspondem às rêmiges nas outra aves) se dirigem obliquamente de cima para baixo formando um manto que se eleva em uma corcova dorsal e que envolve todo o corpo exceto o traseiro, que é branco e coberto por curtas penas piliformes. Falta inteiramente a cauda e o pigostilo e estão entre as poucas aves que não possuem glândulas uropigianas. A cloaca é marcada por uma mancha escura e há a separação de fezes e urina, ao contrário das outras aves. Os machos adultos possuem um grande pênis, que é posto para fora da cloaca com alguma frequência. A cabeça pequena é dotada dum bico chato e castanho amarelado, semelhante aos dos patos. Pele facial e íris marrom. Têm três dedos, adaptados a sua vida terrestre. Tarso e dedos dos pés castanhos amarelados, sendo que todo o comprimento do tarso é recoberto, com escamas transversais. As emas perderam (ao longo da evolução biológica) a capacidade de voar, sendo aves corredoras. Não possuem quilha, como as restantes aves, estando o esterno transformado numa placa óssea achatada de nome ratis (em latim), que está na origem da designação de ratitas atribuída às aves corredoras. O macho, além de ser mais robusto, tem a cabeça mais perfilada e tem o pescoço e as pernas mais grossos.

Apresenta 5 subespécies:

Subespécies

São reconhecidas cinco subespécies reconhecidas:

(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015; Clements checklist, 2016).

Fotos das subespécies de Rhea americana.
(ssp. americana) (ssp. intermedia) (ssp. araneipes)
(ssp. albescens) (ssp. nobilis)

Alimentação

A ema é onívora, consumindo alimentos tanto de origem vegetal quanto animal: sementes, folhas, frutos, insetos, roedores, moluscos terrestres e outros pequenos animais. Ainda, a espécie ingere muitas pedrinhas, que servem para facilitar a trituração dos alimentos.

Reprodução

A ema só vocaliza na época do acasalamento, quando o macho produz um som profundo e potente, ouvido de longe, quase como o mugido de um grande mamífero. Em outubro, no começo da época de acasalamento, o macho reúne um harém de 5 a 6 fêmeas, escolhe um território e faz o ninho. Na época do acasalamento, os machos abrem as asas e dão os seus passos de dança. Também cantam à moda deles para as fêmeas (as notas do canto parecem roncos). Quando o ninho está cheio de ovos, cerca de uma dúzia, ele afasta as fêmeas e começa a chocá-los. Os ovos são brancos e pesam 600 gramas. Os que não vingam são colocados para fora do ninho e, ao quebrarem, atraem muitas moscas, cujas larvas, posteriormente, irão alimentar os filhotes. Os filhotes saem seis semanas depois e são cuidados pelo pai, que os defende dos inimigos naturais, como cachorros-do-mato, lagartos, gaviões etc. Quando se encontram dois bandos pajeados, os dois machos travam uma briga entre si, ganhando o vencedor a chefia de todos. Em dois anos estão adultos.

Hábitos

A ema é uma ave corredora que ocorre em paisagens abertas da América do Sul, do Brasil até o sul da Argentina. Vive em campos naturais, cerrados e áreas de uso agropecuário (em especial pastos e plantios de soja), mas apenas onde não é alvo de perseguição. Desaparece em locais em que a população humana é mais densa. Ela não voa, e usa suas grandes asas para equilibrar-se e mudar de direção ao correr. Quando faz muito calor, passa o dia dormindo e sai à noite para alimentar-se. Bebe pouca água. Quando algo muito próximo a assusta, abaixa o pescoço e afasta-se de repente num ziguezague ligeiro, erguendo as asas e inflando a plumagem.

Distribuição Geográfica

No Brasil, ocorre Centro-Oeste, Sul e Nordeste, muito comum em áreas de Cerrado e Pampas. Também ocorre na Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai. Ocorria historicamente no extremo Nordeste do Brasil (Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Piauí, Pernambuco), porém esta subespéscie foi extinta ainda nos meados do século XX ocasionado pela caça. Na década de 1990 foram reintroduzidas na Paraíba e no Rio Grande do Norte, onde vivem atualmente de forma selvagem.

Referências

Consulta bibliográfica sobre as subespécies:

Galeria de Fotos